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Como se preparar para uma viagem ao Egito
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Curiosidades e informações essenciais para você programar sua viagem à terra dos faraós

Vista do Cairo do alto da Cidadela Foto: Camila Castanheira

Conhecer de perto os costumes e crenças de uma das mais inteligentes civilizações do planeta Terra é algo bem diferente do que ler nos livros. Entrar no mundo dos deuses e faraós é, antes de mais nada, um processo de reflexão e muito aprendizado. E olha que este é somente um dos inúmeros Egitos que descobrimos durante a viagem.

O Egito é, sim, o país das pirâmides, das tumbas faraônicas, e também é o país das mesquitas, dos niqabs, dos sorrisos, das comidas, do “one dólar”, do espetacular falafel e de muitos olhares. Cheguei a conclusão de que entender e compreender tudo o que se aprende e vive neste pedaço da África é um processo de deslocamento do nosso mundo ocidentalizado, algo transformador, muito diferente do que estamos acostumados.

Apresento a vocês um relato de informações, curiosidades e como se preparar para visitar o país e ter uma experiência surrealmente inesquecível. O Egito foi, até este momento, a viagem da minha vida.

Necrópole de Giza Foto: Camila Castanheira

Se preparando para uma viagem ao Egito

Quando ir

A melhor época para se visitar o país é entre novembro e abril (outono e inverno), quando o calor já está mais ameno em torno de 15 a 27 graus. Durante a primavera e verão não recomendo, pois as temperaturas beiram os 50 graus e não passa um ventinho para aliviar.

Visto e vacina

Para entrar no Egito é necessário solicitar um visto, válido por 30 dias, assim que você chegar no aeroporto. No momento do desembarque, há algumas casas onde você pode comprar o visto que custa U$$25 dólares. Leve o dinheiro trocado. É rápido e simples. Caso a viagem seja via terrestre, há postos nas  fronteiras para comprá-lo. Há, também, a possibilidade de tirar o visto no Brasil, antes da viagem, pela embaixada do Egito em Brasília ou Rio de Janeiro. Site oficial do Ministério das relações

Já a vacina de febre amarela é obrigatória e pode ser tomada em algum posto médico autorizado próximo a sua residência. Tome a vacina de febre amarela no máximo 15 dias antes da viagem e, no dia da viagem, leve o certificado internacional. Sem ele, você não embarca. A Solicitação é feita direto no site da ANVISA.

E não se esqueça de comprar seguro viagem para sua jornada! É extremamente importante.

Idioma

A língua oficial do país é o árabe, mas eles falam o dialeto árabe egípcio . Como estão acostumados a receber turistas, quase todo mundo com quem nos relacionamos fala inglês, francês e espanhol, portanto é bem fácil se comunicar.

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Passeio pelo Rio Nilo Foto: Camila Castanheira

Moeda

A moeda oficial do país é a libra egípcia, que poder ser trocada por Euro ou dólar lá mesmo. A maioria dos hotéis oferecem casas de câmbio ou máquinas de troca na recepção.

Religião

Aproximadamente 85% da população do Egito é muçulmana, sendo o restante cristãos ortodoxos e um pequena parte representando a comunidade judaica. A religião é algo muito aflorado no país e toda a rotina das pessoas é regada por crenças religiosas. Os homens, por exemplo, precisam orar cinco vezes ao dia na mesquita.

Durante a viagem você passará por várias mesquitas, mas não são todas que podemos entrar. Pergunte antes ao guia caso queira conhecer. Outra coisa importante é que, antes de entrar na casa sagrada, você esteja vestido apropriadamente, por questão de respeito e normas, na maioria das vezes. Logo na entrada temos ou que tirar os sapatos ou colocar um saquinho descartável por cima.

Para as mulheres, é recomendado que esteja o mais coberta possível, sem ombros e pernas a mostra. Leve um lenço na bolsa caso peçam para você colocar. Já os homens, não é aconselhável entrar com shorts e regatas. Veja mais sobre como visitar uma mesquita no texto do Viagem Grafia. 

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Mesquita Mohamed Ali – Cairo Foto: Camila Castanheira

VEJA MAIS: Viaje comigo para o Egito 

Segurança

Dizer que o Egito é um país seguro não seria o ideal, assim como também não seria dizer que o Brasil ou a cidade onde vivo, São Paulo é, ou ainda Londres, lugar que tanto amo, também seja. Não são. Há riscos em todos eles e não podemos negar. Contudo, não deixamos de sair de nossas casas e nem de viajar para a Inglaterra, não é mesmo?! Logo, também não o faria para o Egito.

Entre 2010 e 2014, o Egito passou por muitas mudanças. Houve a primavera árabe (protestos contra o governo repressivo e reivindicação de melhores condições de vida) e a troca de presidente por três vezes. Durante esse período, o Egito foi atingido por atentados terroristas, principalmente na região Norte e Nordeste na Península do Sinai. Após 2016, o Egito começou a se reerguer em todos os sentidos e, nos últimos quatro anos, a segurança melhorou substancialmente. O turismo vem retomando sua representatividade perante o PIB do país e, muito por isso, o país investe cada vez mais na segurança do turista. Cerca de 20 mil brasileiros visitam o Egito anualmente e esse número vem crescendo. Desde que conheci o país, em 2017, até hoje, em momento algum me senti insegura no quesito terrorismo. Pelo contrário. O sistema de segurança por lá é levado muito a sério.

Confesso que fiquei mais incomodada com os olhares masculinos do que com medo de algum atentado. De verdade.  Para entrar nas áreas comuns dos aeroportos, por exemplo, você é OBRIGADO passar com sua bagagem na esteira de segurança e detector de metais. Após o check-in para entrar nas áreas de embarque, também é obrigatório e, na hora de entrar na aeronave, passamos novamente por um sistema de segurança. Isso não acontece na Europa, por exemplo, e nos dias de hoje seria essencial por lá.

A taxa de criminalidade é baixa, muito pela religião e também pelas rígidas leis. Uma questão que devemos nos atentar é os golpes a turistas que, infelizmente, há no mundo inteiro. Atente-se a:

  • Pessoas que pedem para tirar a sua foto e te cobram por isso (muito frequente);
  • Vendedores que dizem te dar um presente, mas te cobram pelo presente; alguns jogam coisas na sua bolsa com o intuito de vender de qualquer maneira;
  • Passeios de camelo que custam 10 dólares e, se você não negocia o trajeto completo (ida e volta), te cobram 50 dólares a volta.
  • Sempre conferir o troco.

Mulheres 

Nos dias atuais, a melhor maneira de mulheres viajarem para o Egito é em grupo. Não porque alguém irá roubá-las, sequestrá-las, ou trocá-las por 20 camelos, mas porque o assédio é  grande. Os homens olham mesmo e isso acaba sendo inconveniente. O assédio masculino no Egito é verbal e estrutural: eles buzinam, falam e olham para todas, seja você egípcia, estrangeira, com burca ou sem burca. Outro fator é que a cultura egípcia é bem diferente da nossa e, por isso, estar sozinha é algo que pode gerar desconforto para os locais. Contudo, caso decida por viajar só, recomenda-se ter um guia te acompanhando o tempo todo. Viajar com uma figura masculina (amigo, marido, namorado) ou grupo de amigos, não há problemas, porém, também sempre acompanhado de um guia. Aliás, os guias são essenciais para se ter uma boa experiência no país. Eles conhecem os costumes locais e, durante a viagem, nos direcionam sempre que necessário. Um exemplo claro é em relação aos vendedores locais que podem ser insistentes e ficarem nos rodeando querendo vender de tudo a todo momento. Os guias, já acostumados, inibem esse assédio.

Interior da Mesquita Mohamed Ali – Cairo Foto: Camila Castanheira

VEJA MAIS: SEGURO VIAGEM PARA O EGITO 

Costumes

Beber ou manifestar afeto com beijos e abraços em vias públicas é um ato de desrespeito. Assim como falar palavrão ou tirar fotografias de locais não turísticos também é. O Egito é um país de sensível tendência conservadora e muitas coisas que são comuns por aqui não são aceitas por lá.

As roupas, por exemplo, e especialmente para as mulheres, devem ser, na medida do possível, discretas, para não despertar a atenção das pessoas. Evite o uso de bermudas, shorts, minissaias, blusas ou vestidos com muito decote e braços muito descobertos. Eu levei bastantes saias, vestidos longos e combinava com cardigãs. Achei bem conveniente, não passei calor e me sentia super adequada ao local.

Ah, levem roupas aqui do Brasil. A moda no Egito é distinta da nossa e é bem difícil encontrar algo atrativo.

Saias e vestidos longos são indicados para as mulheres. Foto: Camila Castanheira

Custos

No geral, viajar para o Egito é barato se compararmos com uma viagem à Europa ou Estados Unidos. Um suco, por exemplo, gira em torno de U$$2,00 e um jantar em um bom restaurante sai em média U$$15,00 por pessoa. Entradas em monumentos também são baratas. Para entrar no complexo arqueológico de Giza, custa 120 libras egípcias, U$$7,00. Já os passeios mais estruturados, apresentam preços um pouco mais altos, mas não vejo como caros. Passar o dia em uma ilha na região de Hurghada, por exemplo, gira em torno de U$$50,00, com almoço incluso.

Compras

O Egito é o paraíso para comprarmos ouro, prata e pedras preciosas por ótimos preços. No mercado do Cairo, Khan el Khalili, e em Luxor, por exemplo, há lojas maravilhosas para este comércio. Outras coisas também atrativas são os xales, pashminas de algodão egípcio, batas, lamparinas e souvenirs. A figura do guia neste momento é importantíssima para ajudar a negociar e chegarmos a bons preços!

As lindas lamparinas no Mercado han el Khalili, no Cairo – Foto: Camila Castanheira

Comidas e bebidas

Os egípcios apresentam uma alimentação balanceada com muita salada, carnes, frutas, leite, queijos e grãos. Adorei experimentar patês de gergelim e berinjela. O tempero cominho está em praticamente tudo o que se come no almoço e jantar. Tâmaras, melão, goiaba e romã existem com fartura e pratos com grão de bico e berinjela também. Algo também muito popular, que os egípcios comem a qualquer hora do dia, são os falafels e que, meu Deus do céu, aquilo é uma das maravilhas do universo árabe, com certeza!

A bebida número um do Egito é o chá. O mais tradicional é o chá preto com menta (hortelã), mas você encontra de tudo o que imaginar. O café também é bem diferente: imagine que eles colocam o pó, a água, vários temperos, mexe, mexe, mexe e toma. O gosto é meio afrodisíaco e você consegue sentir o pó do café. Eu particularmente adorei.
Bebidas alcoólicas não são permitidas em diversos locais.

História

A história documentada do Egito remonta 5 mil anos antes de cristo e está dividida em diversos e diferentes períodos históricos, como por exemplo dinástico, antigo, médio, Novo, Greco-romano, Copto, islâmico e muitos outros. Antes de embarcar, tenha em mente que você precisará de um guia para entender e se situar sobre a história e vida egípcia. Contudo, é imprescindível que você leia a respeito de toda a civilização, caso contrário você ficará perdido por um bom tempo durante a viagem.

Além disto, saber, nem que seja um pouquinho sobre mitologia egípcia, ajuda muito. Todo o império e arte do período faraônico foi registrado e vivido através dos deuses mitológicos. Ah, não podemos esquecer dos hieróglifos, antiga escrita egípcia. Dê uma lida também a respeito.

Hieróglifos e representação do cotidiano em uma das tumbas no Vale dos Reis em Luxor
Foto: Camila Castanheira

Agora que você já sabe características fundamentais sobre o incrível Egito, já pode fazer as malas e embarcar para esta aventura singular sob terras africanas. Abra o coração, deixe aflorar seu lado mais transcendente e vá! O povo egípcio está de braços abertos para nos receber com toda sua alegria, energia e cultura, que somente eles podem nos ensinar.

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VIAGEM PARA O EGITO COM O ACORDEI EXPEDIÇÕES 

DICA: viaje conectado para o Egito!

 

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11 comentários sobre “Como se preparar para uma viagem ao Egito

  1. Te acompanhei em todo seu tour no Egito. Agora é minha vez de ficar como você ficou com tudo aquilo…só contemplando.#vemjaneiro#

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