Museus do Vaticano: Qual Caminho Escolher?


Um tour por um dos centros de arte mais impressionantes do mundo

Museus do Vaticano
A famosa escadaria dos Museus do Vaticano Foto: Pixabay

O complexo de Museus do Vaticano é um dos centros artísticos mais ricos e apurados do mundo. Para vocês terem uma ideia, a construção dos museus, remonta o século XVI, quando o Papa Júlio II começou a colecionar esculturas e afrescos de diferentes artistas. Dentre eles estão Michelangelo, que pintou a Capela Sistina e esculpiu muitas esculturas para o Papa,  e Rafael, que pintou brilhantemente salas e mais salas de afrescos. Ambos são grandes referências da renascença para a história da arte. 

Ao longo dos inúmeros corredores dos museus (no plural pois são diferentes salas interligadas), o que prevalece, no geral, são artes da época do Renascimento, contudo encontramos obras de todos os cantos do mundo, da Itália até o Egito, e em diferentes formatos, sejam estátuas, quadros, afrescos ou as próprias Capelas. 

Muitas pessoas ficam na dúvida se fazem o caminho mais longo ou o mais curto. Antes de tudo, vale frisar que ambos terminam na Capela Sistina, mas somente o mais longo passa pelas maravilhosas salas com os Afrescos de Rafael. Logo, não preciso nem dizer, separe umas quatro horas do seu dia (no mínimo) e vá pelo mais longo! 

 

Jardins dos Museus do Vaticano Foto: Pixabay

MUSEUS DO VATICANO 

Antes de entrar, sugiro contratar um áudio guia em português, caso você não fale italiano e pegar o mapinha oficial para se localizar corretamente. E um detalhe, ao longo do passeio, quando você observar o número “100” nas placas que fazem referência à obra de arte, pare e observe! Essa indicação mostra que a obra faz parte da lista das 100 mais importantes dos Museus do Vaticano

De qualquer maneira, vou falar um pouco da história de algumas obras fantásticas que eu vi por lá. Se você souber de algum fato interessante ou curiosidade sobre elas, me fale nos comentários para que eu possa compartilhar com os nossos leitores!

A Escola de Atenas  

Não há como falar dos enormes afrescos de Rafael sem citar A Escola de Atenas. A obra busca reviver os grandes pensadores gregos que através de suas filosofias transformaram nossas vidas e a maneira de viver em sociedade. Repare no centro da arte, em que é possível identificar Platão e Aristóteles debatendo enquanto caminham pela Escola de Atenas, a famosa escola da Platão em que todos podiam debater sobre os méritos políticos, filosóficos e artísticos. 

Enquanto Platão segura com uma mão o Timeu, monólogo sobre como pensar a natureza do mundo físico e os seres humanos (super leve, não acham?), com a outra ele aponta para o céu, mostrando a busca pelo raciocínio ideal no mundo. Do seu lado, Aristóteles segura a Ética, sua obra sobre a busca constante do ser humano pela felicidade e a outra mão do filósofo fica na horizontal, mostrando a igualdade e paridade de todos. 

Eu gosto de falar dessa imagem porque ela representa tudo aquilo que a Alta Renascença buscou atingir (ou pelo menos cogitou). A ética e a razão andando juntas, em sintonia, para poder edificar uma sociedade que daria espaço e oportunidade para todos. Dois conceitos centrais para a vivência humana dialogando como amigos, representando como deveria ser fácil a união dos dois. Rafael os admirava muito, e até chegou a se inserir na obra, como um discípulo dos dois.

Escola de Atenas, 1509–1511, Rafael  Foto: Pixabay

Perseu com a cabeça de Medusa

As obras dos museus do vaticano  são de culturas que estavam intimamente ligadas com suas respectivas religiões, sejam estas helênicas, egípcias, gregas, romanas, entre diversas outras. E juntamente com esta questão religiosa, muitos povos utilizavam a mitologia para completar pensamentos e explicar muitas teorias e crenças. Se você algum dia já ouviu falar nos mitos de Hórus, Hércules, Poseidon, e os heróis da antiguidade, você não pode perder a escultura  do famoso escultor Antonio Canova: Perseu com a cabeça de Medusa. 

Perseu era filho de Zeus e um herói da Grécia Antiga e  Medusa era uma linda sacerdotisa que foi seduzida por Poseidon no templo da deusa Atena, que a transformou em uma mulher desfigurada com cabelos de serpente. Canova retrata nesta arte Perseu sereno após decapitar Medusa. Segundo o mito, a cabeça de Medusa foi utilizada pelo herói como arma para vencer seus inimigos.

Perseu com a cabeça de Medusa, 1800-1801, Antonio Canova Foto: Pixabay

Juízo Final

Para terminar, porque não falar sobre o Juízo Final ? Este gigantesco afresco adorna uma das paredes da Capela Sistina e foi pintado por Michelangelo 24 anos após ele ter pintado o teto da capela. Outro detalhe é que o artista também alterou o formato da parede na parte superior, acrescentando em torno de 26 centímetros para a frente. Olhando de baixo e do meio da capela este desnível faz toda a diferença quando se analisa a arte. 

Michelangelo se inspirou em alguns trechos da bíblia e também na Divina comédia de Dante Alighieri para desenvolver o trabalho. O artista foi muito criticado pela sua ousadia em pintar anjos sem asas tocando trombetas para despertar as almas, um céu diferente, um inferno que somente se imaginava, demônios, e até um suposto autorretrato do renascentista em um dos personagens.

O afresco foi restaurado recentemente na década de 80 e neste período muito se descobriu por detrás de algumas “fumaças” fixadas ao longo da história. Uma destas revelações é que um indivíduo tratado como masculino foi condenado ao inferno e após a remoção de uma folha de figo, escondida entre os anos, descobriu-se que se tratava de uma figura feminina. São muitos detalhes interessantes e impactantes para analisarmos! Só de relembrar já fico emocionada! 

Juízo final, Michelangelo Foto: Wikimedia

Conhecer os Museus do Vaticano é uma experiência que vai além de crenças e religiões. É uma oportunidade de conhecer partes importantes da nossa História e estudos que determinaram muito do que sabemos e acreditamos hoje. Chegue cedo, e compre o ingresso pela internet para aproveitar ao máximo sua experiência. E caso você queira no mesmo dia visitar a Basílica de São Pedro, há uma portinha no canto direito da Capela Sistina que permite o acesso direto ao monumento sem pegar fila. Dica para fechar o passeio com chave de ouro!!

Está planejando visitar o Vaticano? Conheça os hotéis em Roma que são ideais para você.

 

RESERVE PELO BLOG

 

Publicitária, paulista, pós graduada em Negócios e Empreendedorismo. Já fez intercâmbio para a Inglaterra, conhece mais de 30 países e 300 cidades em todo o mundo. É apaixonada por história da arte, música, dança e não dispensa jamais um bom café! No dia a dia aplica o que tem como lema: comunicar que o turismo, juntamente com a arte, tem o poder de transformar as pessoas e mudar o mundo.

Deixe seu comentário

3 pensamentos em “Museus do Vaticano: Qual Caminho Escolher?”