Museus em Paris: uma seleção apurada

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Este é um dos quintais do Louvre Foto: Camila Castanheira

Sabe quantos museus existem em Paris?

Chuta.

Nada menos que 130 museus. O número impressiona, não é mesmo!? Acho que para conhecer tudo isso, seria preciso uma vidaaaaa toda de viagens para Paris! Uma outra opção seria morar aqui, o que pode ser fantástico, mas acredito que ainda assim seria difícil conhecer todos.

Voltando para a realidade, como muitas opções imperdíveis, separei neste texto, museus em Paris com obras plurais, de vários artistas, e alguns com acervo dedicado a somente uma pessoa. Foi difícil, mas aqui estão ótimas referências e oportunidades!

Museus em Paris

Museu do Louvre

Não há como visitar Paris e não ver o Louvre. Este é simplesmente o maior, mais importante e célebre museu do mundo. Vive cheio? Sim. Sua coleção é grande demais para ser vista num dia só? Com certeza! Mas mesmo assim, o Louvre é bem mais que um ponto turístico, ele é a síntese da cultura francesa, de seu espírito desbravador e de sua paixão pela arte.

São nada menos que 72.735 metros quadrados, que guardam em cerca de 38 mil obras de arte expostas e mais 422 mil em acervo.

Poderíamos dedicar diversos posts somente ao Louvre, mas como Paris tem muita coisa para ver, vamos ser objetivos. Eu divido a visita ao Louvre em três modelos: “rápido e rasteiro”, “minhas obras favoritas” e “eu entendo de arte”. Vamos lá:

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Vista do Museu de alguma janela. Foto: pixabay

“Rápido e rasteiro”

Para quem tem pouco tempo, no mínimo 5 horas.

Conhecer o básico do Louvre em menos tempo não é uma boa ideia. Na recepção há roteiros em diversos idiomas, inclusive português, com cada sala e as obras mais famosas.

O passeio já começa pela parte externa do museu. O prédio, um dos maiores da cidade, foi transformado em museu ainda em 1793. A famosa pirâmide de vidro, obra do arquiteto Ieoh Ming Pei, foi inaugurada em 1989 e apesar de ter causado muita polêmica, hoje é um dos cartões postais da cidade.

Cada um tem suas obras favoritas, mas acho que num passeio rápido essas 7 não podem faltar:

1 – Mona Lisa, de Da Vinci. A “La Gioconda” é bem pequena, apenas 77cm x 53cm, e fica numa sala constantemente cheia e quente. Estude a obra antes de vê-la e olhe para ela tentando traduzir o que Leonardo quis nos dizer. É impressionante!

2 – Vênus de Milo. Estátua de mármore de 101 antes de Cristo e símbolo da arte clássica.

3 – São João Batista, de Da Vinci. Um de seus trabalhos mais célebres.

4 – A Liberdade Guiando o Povo, de Eugène Delacroix. Obra símbolo máximo da cultura francesa. Impressiona pelas cores e movimentos.

5 – A Balsa da Medusa, de Théodore Géricault. Quadro fundamental do romantismo, é um dos mais emocionantes do museu.

6 – O Escriba Sentado. Escultura egípcia de 2600 antes de Cristo, símbolo da sabedoria antiga.  

7 – A Morte da Virgem, de Caravaggio. Uma das obras-primas do mestre do barroco italiano. Essa obra me toca profundamente e vale muito uma reflexão.

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Eu seu que sera difícil aprecia-la, mas tente, vale a pena Foto: Pixabay

“Minhas obras favoritas”

Se você gosta de arte e tem seus artistas e trabalhos prediletos, faça sua lista antes de visitar o museu e separe pelo menos um dia inteiro para fazer o passeio.

Fique atento: não é possível sair do Louvre uma vez iniciado o seu passeio, mas o museu tem cafés e lanchonetes e ótima estrutura para passar o dia todo.

O Louvre está dividido basicamente em:

  • Antiguidades egípcias. (Que eu amo de paixão)
  • Antiguidades gregas, etruscas e romanas.
  • Antiguidades do Oriente Médio.
  • Arte islâmica.
  • Pinturas.
  • Esculturas.
  • Artes decorativas e desenhos.

São três alas: Richelieu, Sully e Denon, que exibem coleções de peças que vão de 3000 antes de Cristo até o século XIX. Além das obras já citadas, eu incluiria num passeio mais demorado:

As fundações do Louvre medieval. Ficam no subsolo e mostram as bases das antigas construções datadas ainda do século XVII.

Grande Esfinge de Tanis. Com mais de 4500 anos, fica exposta também no subsolo e muitos visitantes perdem essa atração.

As bodas de Caná, de Paolo Veronese. Fica em frente à Mona Lisa, mas muita gente não repara neste quadro gigantesco e cheio de detalhes. Este quadro é uma dos mais incríveis que já vi na vida.

Escultura do Escravo Morrendo, de ninguém menos que Michelangelo.

Escultura da Vitória Alada de Samotrácia. Datada de 190 antes de Cristo, é uma das obras mais famosas do museu.

A Coroação de Napoleão, de Jacques Louis David. Outro símbolo nacional francês.

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A ala de arte egípcia do Louvre é uma das mais impressionantes do mundo Foto: Pixabay

“Eu entendo de arte”

Agora, se você é um verdadeiro amante das artes, dois ou três dias poderão ser perfeitos para percorrer todas as salas do Louvre. Para isso, o recomendado é reservar seus ingressos online – as filas do museu podem durar horas.

Uma ótima maneira de conhecer tudo com mais detalhes é adquirir as visitas com áudio-guias. Neste formato, cada obra possui uma descrição breve e muito elucidativa. Isso também ajuda a escolher melhor o que ver e não se perder em meio a tanta coisa.

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Super vantajoso se sua viagem for cultural Foto: divulgação Paris Museum Pass

Museu dos Arquivos Nacionais

Também conhecido como “Hôtel de Soubise”, não é dos museus mais visitados da cidade, mas com certeza é um dos mais importantes. Criado pelo governo francês como instituição de preservação de documentos nacionais, os “Les Archives Nationales” reúnem milhares de artefatos que contam a história da França.

O prédio, datado de 1553, é um dos mais bonitos da região. Serviu como escola de artes e central dos líderes católicos durante os anos turbulentos de conflito religioso na França.

Mapas, cartas, fotografias, maquetes e móveis históricos preenchem os infinitos corredores. O tamanho da coleção exige que o visitante se oriente na recepção sobre quais coleções pretenderá ver.

Preste atenção: Um dos maiores massacres da história europeia, a chamada Noite de São Bartolomeu, que ocorreu em 24 de agosto de 1572, foi iniciada neste palácio. Na ocasião, 30 mil protestantes foram assassinados pelas ruas de Paris a mando dos líderes católicos. Por este prédio também passaram o revolucionário Robespierre e a rainha Maria Antonieta durante a Revolução Francesa.

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É neste lugar lindo que está o museu dos aquivos nacionais Foto: Pixabay

Museu d’Orsay (Musée d’ Orsay)

Se você gosta de impressionismo e demais movimentos da arte moderna, eis o lugar. O prédio em si já é uma maravilhosa obra de arte, uma antiga estação de trem inaugurada em 1900. Ao contrário da maioria dos Museus, o d’Orsay possui muita luz natural, o que dá um clima e informal mais leve ao seu acervo.

Cronologicamente este museu abrange todo o período da arte do século XIX até o século início do XX, o que o coloca entre o Louvre (arte antiga, clássica, renascentista e barroca) e o Pompidou (arte moderna e contemporânea).

No d’Orsay você encontrará grandes obras de alguns dos maiores nomes da arte mundial:  Cézanne, Gauguin, Van Gogh, Monet, Manet, Renoir, Delacroix, Klimt, Matisse, Rodin e Pissarro são apenas algumas das estrelas deste museu soberbo. Neste texto aqui eu conto direitinho como visitar o d’Dosay da melhor maneira.

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O famoso relógio do d’Orsay Foto: Pixabay

Centro Georges Pompidou

Cansado do estilo romântico e dos prédios clássicos? Prepare-se para ser surpreendido. O Pompidou é um dos museus em Paris mais originais . O prédio, projeto dos arquitetos Renzo Piano e Richard Rogers, foi muito criticado em sua inauguração.

Considerado arrojado demais para o estilo parisiense, hoje o museu (que também é um animado centro de artes), faz parte da paisagem da cidade e se tornou um dos lugares mais frequentados pelos locais.

Não espere o modelo tradicional de galerias e exposições fixas. Aqui há diversas instalações interativas, mostras de vídeo-arte, composições e exibições que combinam tecnologia e criatividade. Outro destaque são as obras de design, com objetos que contam a história de diversos estilos e tendências.

Mesmo assim o museu oferece um acervo com nada menos que 100 mil obras do século XX e XXI. Picasso, Matisse, Rothko e Orozco são alguns dos mestres contemporâneos que você encontrará pelos corredores deste museu.

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Fachada do Pompidou Foto: Pixabay

Museu de Cluny

Conhecido localmente como “Musée National du Moyen-Âge”, ou Museu Nacional da Idade Média, está localizado no charmoso Quartier Latin, um dos bairros mais tradicionais da Cidade Luz.

O museu ocupa o que foi um antigo banho romano, dos tempos em que Paris se chamava Lutécia. As bases do prédio são datadas do século III antes de Cristo.

A proposta é contar a história de fundação da cidade, de suas origens romanas até o esplendor da Idade Média. Dentre as principais atrações estão joias do período romano, vitrais das antigas igrejas góticas (dá para ver alguns bem de perto), peças de ouro maciço do período visigodo e diversas pinturas medievais.

Neste museu estão também as cabeças das esculturas dos reis franceses, removidas da Catedral de Notre-Dame durante a Revolução Francesa.

O espaço também recebe peças emprestadas de outros museus medievais europeus. Confira sempre pelo site da instituição a programação do mês.  

Dica extra: não perca a sala dedicada à tapeçaria medieval. A obra “A Dama e o Unicórnio” é considerada um dos trabalhos mais importantes deste período e encanta pela riqueza de detalhes e simbolismos. Cada um dos cinco sentidos é representado pelas figuras ocultas na trama.

Por Berenice Reichmann no Youtube

Museu Quai Branly

Também conhecido como Museu das Artes e Civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas, fica pertinho da Torre Eiffel e reúne obras de diversos estilos, etnias e épocas de diversos países não-europeus. Ou seja, é como conhecer o mundo inteiro dentro de um único prédio.

É um deslumbre para os olhos. Visitar esse museu será uma das experiências mais enriquecedoras que você terá em Paris.

A proposta do museu é bastante inovadora. Cada continente possui uma cor, assim, toda a iluminação, decoração e disposição das peças ajuda a contar a história de diferentes civilizações.

Dica extra: não deixe de fotografar a Torre Eiffel através de uma das janelas do museu. A vista é de arrepiar.

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Entrada do Museu Foto: WikipediaMusée du quai Branly – Jacques Chirac

Museus em Paris dedicados a um único artista

Paris apresenta um série de museus dedicados também a artistas únicos e que são imperdíveis. Citei os principais resumidamente:

Museu Delacroix

Tenho verdadeira paixão pelas cores únicas de Delacroix e aqui no museu dedicado a ele podemos apreciar com cuidado toda sua maestria. Com o mesmo ticket do Louvre podemos visita este museu de graça, mas tem que ser no mesmo dia.

Museu Rodin

Museu super agradável com esculturas espalhadas por jardins em um palácio rococó apaixonante. Aqui estão obras importantíssimas do artista.

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Um dos museus mais lindinhos de Paris Foto: Pixabay

Museu Salvador Dali

Situado em um dos bairros mais irreverentes de Paris, Montmartre, o Museu dedicado a Dali . São mais de 300 obras e gravuras incrivelmente pintadas por estes artista que marcou o movimento surrealista no mundo.

Museu l’Orangerie

Este museu é um dos que eu mais amo em Paris. Dedicado ao movimento impressionista, o l”Orangerie apresenta é dedicado principalmente a Monet, mas exibe obras de Cézanne, Renoir, Picasso, Matisse e Rousseau.

Um pouco sobre o museu Fonte: tabia40 Youtube

Museus em Paris – uma conclusão

Depois desta lista maravilhosa de oportunidades artísticas não há desculpa para não visitar o que há de melhor artisticamente na cidade Luz! Arte é oxigênio e estes museus transformarão a sua viagem!

Uma última dica é: fique ligado na agenda de todos estes museus em Paris que eu falei, porque sempre há algo diferente. No Louvre por exemplo, dependendo a época do ano, você pode fazer visitas guiadas durante a noite. Há uma programação muito rica de oportunidades!

Me contem depois como foi!

Beijos, Camila

Publicitária, paulista, pós graduada em Negócios e Empreendedorismo. Já fez intercâmbio para a Inglaterra, conhece mais de 30 países e 300 cidades em todo o mundo. É apaixonada por história da arte, música, dança e não dispensa jamais um bom café! No dia a dia aplica o que tem como lema: comunicar que o turismo, juntamente com a arte, tem o poder de transformar as pessoas e mudar o mundo.

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