Mumificação no Egito: porquê e como funcionava

Entenda como e porquê os Egípcios utilizavam a técnica de mumificação 

Múmia egípcia

A Mumificação é um processo tão distante da nossa realidade que parece até ser algo de outro mundo. Aliás, toda a história do antigo Egito aparenta ser uma grande fábula, que a gente só vê nos livros e na televisão. Por isso ela é tão incrível!

Antes de falar propriamente da mumificação, é importante ficar claro que naquela época, há 5 mil anos atrás, a sociedade era politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses, e que cada um tinha um papel diferente diante no universo. Você pode entender um pouco mais sobre esta crença no texto sobre a mitologia egípcia que fiz aqui no blog. Será muito útil a leitura para entender o processo todo. 

Na Terra – os faraós 

Os egípcios acreditam que a figura do Faraó, na Terra, era a “reencarnação” do deus maior Rá. Acreditavam ainda que, após a vida terrena, existia uma segunda vida. Considerava-se também que, tudo o que você possuía materialmente aqui neste plano, poderia ir contigo para o outro lado. Por isso dentro das pirâmide e tumbas encontramos tanta coisa. 

A mumificação é apenas uma parte do processo de sepultamento no geral. Quando o assunto eram os Faraós, esse acontecimento envolvia grandes eventos, sacrifício de animais domésticos queridos, jóias enfeitando o corpo, pertences espalhados pela sua catacumba, entre outros.

Outro detalhe é que somente a classe alta podia ser mumificada e existiam diferentes tipos de preços para o procedimento. A do faraó era a mais cara e grandiosa.

Vista do Vale dos Reis em Luxor – antiga Tebas. Aqui já foram achados mais de 70 tumbas

VEJA MAIS: GRUPOS DE VIAGEM PARA O EGITO 

MAS QUAL A FINALIDADE DE SER MUMIFICADO?

Ser sepultado da “forma correta” lhe daria pontos positivos na hora de atravessar para a outra vida. Acreditava-se no seguinte: assim que o morto chegasse do outro lado, seria recebido por Anúbis, que teria a função de pesar o coração numa balança. Se esse fosse mais leve que uma pena (A Pena da Verdade, pertencente a Toth, a Deusa da Verdade), o morto atravessaria para o pós vida, do contrário, seria comido por Amnut, o crocodilo monstruoso. Forte né!

Em alguns casos, Osíris, o deus da imortalidade, fazia um questionário com o morto, ainda que Anúbis afirmasse que o coração deste era pesado demais, ponderando se o indivíduo mereceria ser devorado por Amnut ou se poderia retornar a vida. Para que tudo isso desse certo, o corpo precisaria estar em bom estado, por isso fazia-se o processo de mumificação! 

Cena em que uma deusa esta dando a vida ao morto com a chave da vida – representa a ressurreição

O Processo de Mumificação

Quando o faraó morria, seu corpo era transportado para o lugar onde aconteceria o processo de mumificação, acompanhado por um sacerdote. Estando já no lugar, o corpo era colocado em uma cama feita de madeira, revestida em ouro, e posteriormente, iniciavam-se os processos:

  1. Através de um corte feito na altura do abdômen do lado esquerdo, o fígado, o intestino, rins e pulmão eram retirados.
  2. Posteriormente o cérebro também era removido por meio de uma agulha introduzida no nariz. 
  3. Em potes de alabastro, os órgãos eram separados.
  4. Em relação ao coração há duas teorias: uma em que o coração era o único órgão a ser deixado no corpo, para quando o morto chegasse do outro lado ele revivesse. E a outra é que o coração era retirado e colocado em um pote especial junto com o liquido cerebral. E, no lugar do coração, botava-se um escaravelho, simbolo da sorte no Egito. 
  5. O corpo, agora sem órgãos, repousava num vasilhame de água e sal, desidratando a pele e músculos, além de matar as bactérias. Também se colocava o corpo no sol para secar.
  6. Com o corpo desidratado, os egípcios abriam seu abdômen e preenchiam com serragem, ervas aromáticas e textos sagrados. Colocam também a chave da vida e outras coisas para que protegessem o corpo e a alma do faraó.
  7. Isso feito, é hora de enfaixar. As ataduras eram feitas de linho branco e passadas ao redor de todo o corpo, coberta por uma cola especial. Enrolava-se o pé direito primeiro, depois o esquerdo e por final os braços cruzados, que representavam que o corpo estava morto. 
  8. É a partir daqui que o corpo é colocado num sarcófago (o caixão) e sepultado em mastabas (túmulos) ou pirâmides e tumbas (se o morto era um faraó). Todo o processo podia durar cerca de 70 dias. 
Potes de alabastro em que as vísceras e órgãos eram colocados

VEJA MAIS: COMO SE PREPARAR PARA UMA VIAGEM AO EGITO 

Eu sei que parece coisa de outro planeta, e é. Em uma viagem ao Egito, podemos visitar os museus e ver onde os egípcios colocavam as vísceras e tudo mais. É possível ver também as múmias de grandes faraós como por exemplo de Ramsés II e Hatshepsut. É algo surreal! 

Se você tem curiosidade de conhecer o Egito, veja o roteiro que eu preparei de 14 dias. Caso queira ir em grupo, durante o ano, eu faço diversas expedições culturais para lá! Veja aqui as próximas datas. 

Espero que vocês tenham entendido um pouco sobre o processo de mumificação. Se ficar com alguma dúvida, deixe nos comentários, será um prazer responder!

 

DICA: viaje conectado para o Egito! Em todas as minhas expedições ao país estou conectada com a Mysimtravel. No aeroporto do Cairo temos como comprar o chip local, contudo a qualidade é muito ruim, por isso recomendo fortemente a MYSIMTRAVEL

 

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Publicitária, paulista, pós graduada em Negócios e Empreendedorismo. Já fez intercâmbio para a Inglaterra, conhece mais de 30 países e 300 cidades em todo o mundo. É apaixonada por história da arte, música, dança e não dispensa jamais um bom café! No dia a dia aplica o que tem como lema: comunicar que o turismo, juntamente com a arte, tem o poder de transformar as pessoas e mudar o mundo.

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